domingo, 5 de outubro de 2008

Injeção de ânimo



As drogas vêm matando um numero cada vez maior de pessoas no mundo.
Vemos o caso Amy Winehouse, cantora de talento indiscutível, com inúmeros fãs e, que com apenas 25 anos, caminha para a morte ante nossos olhos. A morte lenta dessa jovem vem sido servida ao mundo por revistas, jornais, internet e TV. Alguns acompanham com tristeza e preocupação. Outros, como um grande assunto - gossip - onde é interessante poder acompanhar a trajetória rumo a morte.
Mas, como ela, há inúmeros anônimos. Pessoas e famílias destruídas. E quando famílias são destruídas, a base de nossa sociedade também é. Isso tem acontecido gradual, mas exponencialmente. E este é o perigo. Não temos noção da rapidez desse "contágio". Mas provavelmente, cada um de nós já conheceu alguem que envolveu-se com drogas. Ou seja, ela está muito mais presente em nosso dia-a-dia que a própria AIDS ou alguma doença contagiosa. E nem estou falando de cigarros. Chego somente até alcoolismo.

Mas há uma boa noticia, que pode vir a salvar muitas vidas, sejam dependentes, ou até suas famílias, que sofrem com a tragédia do vício: a descoberta do uso de "vacina anti-drogas". Essa é a ótima notícia. Mas a espetacular notícia, é que esta nova tecnologia poderá também ser usada no combate a outros males que assolam a sociedade e também matam, como a obesidade.

Abaixo, resumo da reportagem veiculada na revista Galileu.

Quatro anos atrás, um grupo de usuários de drogas apareceu na Escola de Medicina de Yale. A maioria deles era dependente do crack, droga derivada do refinamento da cocaína e altamente viciante. E todos queriam se livrar dela.
As chances não estavam a favor daqueles dependentes. Mais de dois milhões de americanos consomem alguma forma de cocaína regularmente, e a maioria acha extremamente difícil largar o hábito. Mesmo se um viciado ficar longe das drogas por alguns meses, só uma pequena dose, em um momento de fraqueza, desperta o desejo novamente.
Os usuários de cocaína que se inscreveram para a pesquisa de Kosten também tiveram seus momentos de fraqueza. Para uns poucos deles, entretanto, algo de extraordinário aconteceu quando cheiraram ou injetaram a droga: ela não teve efeito algum.
Kosten havia vacinado os voluntários contra cocaína. Anticorpos estavam circulando por suas correntes sanguíneas, prontos para neutralizar as moléculas da droga. O grupo estava protegido contra a cocaína da mesma forma que as imunizações tomadas na infância protegem boa parte do mundo contra a pólio e o sarampo. E, com a ajuda da vacina, vários dependentes estavam livres da droga antes do experimento terminar.
Agora a esperança é que essa tecnologia possa também tratar enfermidades modernas. E não apenas drogas que viciam. Obesidade e pressão alta são outras condições nas quais as inoculações podem ser usadas como tratamento.
O cigarro é um dos grandes assassinos do mundo.
As vacinas oferecem uma abordagem completamente diferente para esses problemas: elas levam o corpo a produzir anticorpos que se unam a substâncias específicas, neutralizando-as.
Quase todas as drogas, entretanto, consistem de moléculas muito pequenas para iniciarem uma reação imune. Portanto, um pouco de trapaça é necessária. Para aumentar o tamanho delas Kosten juntou dez partículas de cocaína à superfície de uma proteína da cólera. A vacinação com essa "megacocaína" estimula a produção de anticorpos, que se juntam tanto às moléculas da droga quanto às grandes partículas sintéticas.